Quando um homem, que se converteu em Medjugorje, ouviu um sacerdote dizer-lhe : "O Sr. está na ilusão e na desobediência a Igreja porque estas aparições não são ainda aprovadas e reconhecidas pela Igreja Católica, etc"...ficou abalado e perplexo. "Eu não tinha fé. Se estas aparições que me restituíram a fé, no pensar da Igreja são uma ilusão, não é lógico concluir que tudo é uma ilusão, ou que é necessário procurar a verdade religiosa fora da Igreja ?"
Toca-se aqui numa das razões que levaram o Padre Laurentin a ocupar-se das aparições. Disse o Padre Laurentin : "Havia muito tempo que eu me havia dado conta de que muitos peregrinos e grupos de peregrinos eram como ovelhas sem pastor, que conheciam da Igreja só contradições que eram para eles incompreensíveis. A crítica sistemática contra as aparições apaga o Espírito que deveria reconhecer. Torna estéril aquilo que se deveria cultivar com prudência e caridade".
René Laurentin afirma :
"As aparições e sinais do Céu...sempre foram uma intervenção de Deus sempre presente, de modo algum surdo e mudo como os ídolos aos quais os Salmos ironizam. (Sl 115, 5; 135, 17) O Magistério da Igreja fala em nome de Cristo e com Sua autoridade Divina quando anuncia a Sua Revelação, o Evangelho.
Mas quando se trata de discernir se esta cura é um verdadeiro milagre, uma Obra de Deus, ou se é realmente a Virgem que aparece a este ou a aquele vidente, trata-se de um fato à parte da Igreja. Por maior que seja o cuidado dos peritos, convocados pelo Bispo, na verificação das circunstâncias do fenômeno, não atingem a aparição em si mesma.
O discernimento é uma conjuntura. É provável mas não infalível. Por isso, seja antes como depois do juízo da Igreja, a liberdade cristã neste campo permanece ampla. (Cf. Laurentin, Pe. René...Le Apparizioni della Vergine. p.37)

