Pe. Laurentin responde : "É necessário um trabalho imenso para julgar corretamente uma aparição. Lourdes exigiu-me mais de 20 anos; Pontmain mais de 5 anos; a Medalha Milagrosa 9 anos e tudo isto com a ajuda de grupos de estudos... Medjugorje custou-me 18 viagens e milhares de horas de trabalho. Estou, portanto, em condições de avaliar os limites e relatividade de um juízo global sobre tantas aparições das quais tivera apenas um breve e rápido conhecimento."

"Os fatores que desprezaram e reprimiram as aparições fizeram prevalecer princípios hoje muito usados mas que DEVEM SER ABOLIDOS. Por exemplo este : "Até que uma aparição não for reconhecida oficialmente pela Igreja não se deve falar dela e não se deve ir aos lugares da aparição". ESTA NÃO É ABSOLUTAMENTE A POSIÇÃO TRADICIONAL DA IGREJA...

Se você fica sabendo que uma pessoa embarcou no avião para lhe vir visitar, irá certamente ao aeroporto em vez de dizer : "Poderia ser uma notícia falsa. O vôo pode ter sido cancelado. Não quero correr o risco de me enganar ou ficar iludido." Estas palavras não têm sentido para quem ama ! O amor preferirá ser enganado não encontrando a quem esperava em vez de estar ausente quando ela chegar. Esta é a evidência do coração, para quem ainda o coração possui.

Os raciocínios contrários a isto, que hoje se multiplicam quando se trata de aparições, são estranhos ao amor. Cultivam a indiferença para com Deus, Jesus Cristo e Maria...

Superemos, portanto, com o Concílio Vaticano II, o rígido vínculo que transforma os fiéis leigos em AUTÔMATOS, ou seja, pessoas capazes somente de esperar cegamente, encurralados numa obediência passiva, tanto antes como depois do juízo da Igreja...Antes devem manter abstenção de julgar, depois só lhes resta a submissão. ESTA PASSIVIDADE É CONTRÁRIA À PRÓPRIA ESSÊNCIA DA VIDA CRISTÃ E DA SUA LIBERDADE, porque os fiéis leigos e a autoridade vivem da graça de Deus, da luz do Espírito Santo. Eles participam dela e cooperam no discernimento das aparições. (Cf. Laurentin. Pe. René...Le Apparizioni della Vergine, p.38 s)